domingo, 17 de outubro de 2010

Efeito fênix

Eu tive um olhar triste,
Um sorriso amarelo,
As mãos trêmulas,
As pernas fracas...

Eu tive uma dor doída,
Um fardo a carregar,
Uma culpa que consumia,
Um amor que não sabia amar.

Eu tive uma lágrima gélida.
Um corte profundo do coração.
O sangue que jorrava da ferida.
A ferida que nunca quis sarar.

Eu tive a covardia de seguir
A fraqueza em enfrentar
As dúvidas sem respostas,
A busca que não sabia o que encontrar

Eu tive a vida invadida.
Parte dela roubada,
Parte dela marcada,
Parte dela superada.

Eu tive medo de mim,
De viver na sombra
De não conhecer a luz,
De não conseguir ser feliz...

Eu tive pena de mim.
Um espelho que não me refletia.
O disfarce que não escondia nada.
O silêncio que tudo mentia...

Tive que morrer(perder essa vida)
E renascer das cinzas
Viver as minhas escolhas.
Viver tudo que antes eu não vivia.

Tive que encontrar-me.
Reconhecer minha força,
Perdoar erros...
E aprender a ser feliz.

Como um papel em branco

Como um papel em branco
Assim é a vida
À esperar por nossas escolhas,
E a partir delas outras escolhas,
Que nos deixam marcas
Ou não!?...
Que nos fazem ser quem somos
Descobrir,construir e reconstruir
A nós mesmos
Uma escrita diária
Sempre fugindo do erro
E sempre nos deparando com ele
Não há como negá-lo
Rasgar a folha
Usar a borracha
Mas há como superá-lo
Transformando-o em acerto
Encarando as consequências
Arriscando-se em novas escolhas
Assim é a vida...
Como um papel em branco.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Esfinges do coração...

E haverá um despertar?
Quem irá ver o desabrochar de uma flor?
O orvalho embelezando ainda mais o que já é belo?

Os suspiros, os sussurros de outrora ainda permanecem guardados
Na lembrança, na saudade, na vontade de eternizar cada segundo...

Há um mundo mágico dentro do coração
Quando se estar apaixonado...
E nos olhos de quem ainda crê no amor
Há uma vida mais colorida
Um arco-íris que não desaparece
E um brilho que se renova a cada dia...

Mas ainda há quem deixe tudo isso passar...
Diante dos olhos...
Entre os dedos...
E deixe de viver tudo por medo.

Mas há... Há quem irá ver uma flor desabrochar

Sem sentidos,apenas sensações...

Estático em pleno encantamento
Paralisado diante da realidade
Flutuando em nuvens de sonhos, e sonhos...
Onde tudo se mistura
Utopia e realidade

E que não haja um despertar
E que não haja desilusão
E que o sonho continue...

Pois o encanto foi me tomando aos poucos
Primeiro os ouvidos, depois os olhos
nariz, boca...E tato
A pele que não só toca, mas arde, queima e conforta...

Ah!!! E que se encante por mais algum sentido
E que nos encantemos juntos de forma intensa
Cada vez mais, mais e mais
E que do encanto possa surgir um amor
Que então encante também o coração.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pequeno-grande ser...

Menina,
que brinca,pula
grita,dança,canta
roda, rola e chora...

Menina
que os olhos brilham,
sorriso encanta...

Menina
que sonha e sonha
e vive...
e sonha.

Menina
que busca, se arrisca,
se atira...

Menina
que se inquieta
se tranquiliza...

Menina
que um dia
deixará de ser menina...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ainda é (seria) cedo...

A intensidade da vida de um poeta não pode ser mensurada
Não há palavras que classifique
Nem motivos que justifique...
É um ser incompreensível que não busca compreensão

Um mostrar-se escondendo-se
um doar-se querendo receber...

E por isso permanecem VIVOS
Através das marcas que vão espalhando pelo mundo...

Poesia!Pura poesia!
Sua voz e canções...

É!Poetas de verdade não morrem
Por isso hoje esse espaço é em sua homenagem
Grande RENATO RUSSO
Que fez o complexo parecer simples
E o inexplicável ter explicação...

Um diálogo para além da vida...
Um estar junto além das gerações...
Assim sinto:
Minha biografia "cantada" por quem sabe o que é ser INTENSO...

"E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos."

Afinal:"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã porque se você parar para pensar na verdade não há..."

A ti, por ti minha "eterna" admiração.

domingo, 9 de maio de 2010

A tua aparição.

Chegou como não queria nada.
(E realmente não queria)
Foi conquistando um espaço
Sem querer, sem perceber, sem saber...
Não viu o que estava provocando
Provocou para ver...
E tudo foi se intensificando
E tudo foi caminhando...

Parecia sentir o que na verdade não sentia
Parecia não sentir, mas por hora sentia
Por isso mentia,
Enganava e se enganava
Era uma felicidade triste
Uma tristeza feliz
Era dialético
Confuso.
Ousado.
Com muito receio,
Estático de medo.
Era o que era,
E também o que lhe pedia para ser o momento...
Era palavra e atitude
também silêncio e olhares...

Era um toque.
Um desejo.
Um querer não querer.
Um querer ter.
Um querer saciar-se.

Uma fera indomável.
Um passáro livre.
Uma brisa leve.
Uma criança perdida.
Um furacão.
Um porto-seguro.
Um abismo...

Apareceu assim:
simplesmente dialético
sempre, sempre um homem-menino.